quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Sereias existem?


HISTÓRIA
Ah, o mar... Um ambiente que foi e ainda é um grande mistério para o ser humano. Mas será que sereias realmente existem? Provavelmente as lendas dessas encantadoras criaturas surgiram na Europa, na Grécia e na Índia. Supõe-se que a primeira história de um pescador que viu uma sereia surgiu em 1.000 a.C., em Assíria. Antes das Grandes Navegações, no século XV, as pessoas acreditavam que existiam monstros marítimos e que eram eles os responsáveis pelos navios naufragarem. Essas criaturas místicas também são consideradas presságios de tempestades violentas, então pra você que vai viajar num cruzeiro, se avistar uma sereia, vá para perto dos botes salva-vidas! Brincadeira, peça um autógrafo! Afinal, é parente da nossa querida Ariel!
Brincadeiras à parte, o medo, nessa época, era imenso! As sereias eram vistas como monstros malignos, com uma aparência nem um pouco agradável. Descrição? Aí vai: Tons do cabelo entre preto e verde, pele branca e luminosa como a lua, mãos com quatro dedos ligados por membranas, braços curtos, nariz semelhante ao focinho bicudo de um golfinho, olhos e dentes grandes, não possuem queixo (Isso mesmo!) e provavelmente, sem orelhas! Imaginem a Ariel dessa forma! Que horror! Se não eram desse jeito, eram parecidas. Bonitas não eram.
Acredita-se que a única forma de não cair nos encantos da música da sereia é cantar melhor do que ela. Estranho, não? Já na Irlanda, a lenda das sereias faz muito mais sentido, pois ao invés de só matar os marinheiros por puro prazer, elas os enfeitiçam com seu canto, atraindo-os dessa forma, para então devorá-los, assim como a Iara, lenda brasileira.
Mas é claro, também tinham aqueles que acreditavam que as sereias eram belas e que até ajudavam os marinheiros.

A HISTÓRIA DA PEQUENA SEREIA
Mais tarde, as sereias se tornam um tipo de literatura que apareceu em 1811 com a novela Undine, de Friedrich de la Motte Fouquet (1777-1843). Foi um sucesso internacional. Uma ninfa da água, Undine, apaixonada por um humano, submete-se a terríveis condições de existência para ficar perto de seu amado. O enredo termina em tragédia: os dois mundos não se misturam. A história foi adaptada para a ópera e para o balé, inspirou músicas, pinturas e inspirou o escritor alemão Hans Christian Andersen que, em 1837, publicou sua própria variação do tema em “A pequena sereia”. A heroína precisa obter uma alma imortal através do sofrimento. Com ajuda de uma feiticeira do mar, ela consegue aparência humana. Tem pernas no lugar da causa de peixe, mas a cada passo que dá, sofre a dor lancinante de quem pisa sobre facas afiadas. Também perde seu canto, sua voz. Na terra firme, é muda. Apesar de todo sacrifício, o príncipe que ela ama casa-se com outra moça, porque é humana e porque tem uma alma. A sereia poderia romper o feitiço e voltar ao seu mundo oceânico, mas somente se matasse seu amado. Ela tem a oportunidade, só que prefere morrer lançando-se ao mar. Transforma-se em um espírito do ar que poderá, eventualmente, renascer como alma humana e chegar ao Paraíso.

PRIMEIRA SEREIA DO CINEMA
A atriz Glynis Johns, sereia pioneira nas telonas, estrela de Miranda, filme inglês de 1948. A sereia protagonista é maligna e disfarça sua natureza híbrida locomovendo-se em uma cadeira de rodas.



IARA, A SEREIA DE ÁGUA DOCE
Aqui no Brasil temos uma história bastante conhecida, de uma sereia chamada Iara (Folclore), sendo que ela é de água doce. Conta a lenda que Iara era uma índia guerreira muito reconhecida em sua aldeia pelos seus feitos, sendo sempre motivo de orgulho para seu pai (o pajé), sendo que seus irmãos ficaram com inveja e planejavam matar Iara, só que ela acabou descobrindo isso e para não morrer, ela matou seus irmãos e fugiu. Quando o pajé ficou sabendo do que Iara havia feito, mandou fazerem uma busca. Assim que a acharam, jogaram-na ao encontro do Rio Negro e Solimões, mas os peixes ajudaram Iara transformando-a em uma sereia. Dizem que até hoje ela habita o rio Amazonas e enfeitiça os homens os quais ela quer como marido. No final fica sem ninguém, pois os homens morrem afogados. Uma triste história, mas também tem uma versão em que Iara (uma índia muito bonita) é estuprada e assassinada no rio. Os peixes, revoltados com isso, a transformam em sereia e para se vingar dos humanos, ela afoga todos os homens (que são atraídos pelo seu canto) no rio.

A PEQUENA SEREIA (1989)
É considerado o primeiro filme da era renascentista da Disney. A Pequena Sereia é conhecido por trazer de volta o verdadeiro espírito da animação dos estúdios Disney, já que os seus últimos filmes animados lançados nos anos 80 não foram bem nas críticas e bilheterias.
O filme será lançado em Blu-Ray pela edição diamante em 2013, segundo divulgou a Disney. Quem sabe também no cinema?
Enfim, nossa queria sereia ganhou um novo rumo! Nem maligno, nem triste... Ela conseguiu conquistar o príncipe e ser feliz pra sempre!



Quer saber mais sobre as primeiras histórias de sereias, incluindo lendas medievais e mitológicas?

Postado por: Ariel.

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