HISTÓRIA
Ah, o mar... Um
ambiente que foi e ainda é um grande mistério para o ser humano. Mas será que
sereias realmente existem? Provavelmente as lendas dessas encantadoras
criaturas surgiram na Europa, na Grécia e na Índia. Supõe-se que a primeira história de um pescador que viu uma sereia
surgiu em 1.000 a.C., em Assíria. Antes das Grandes
Navegações, no século XV, as pessoas acreditavam que existiam monstros
marítimos e que eram eles os responsáveis pelos navios naufragarem. Essas criaturas místicas também são
consideradas presságios de tempestades violentas, então pra você que vai viajar
num cruzeiro, se avistar uma sereia, vá para perto dos botes salva-vidas!
Brincadeira, peça um autógrafo! Afinal, é parente da nossa querida Ariel!
Brincadeiras à
parte, o medo, nessa época, era imenso! As sereias eram vistas como monstros
malignos, com uma aparência nem um pouco agradável. Descrição? Aí vai: Tons do
cabelo entre preto e verde, pele branca e luminosa como a lua, mãos com quatro
dedos ligados por membranas, braços curtos, nariz semelhante ao focinho bicudo
de um golfinho, olhos e dentes grandes, não possuem queixo (Isso mesmo!) e
provavelmente, sem orelhas! Imaginem a Ariel dessa forma! Que horror! Se não
eram desse jeito, eram parecidas. Bonitas não eram.
Acredita-se que a única forma de não cair nos encantos da
música da sereia é cantar melhor do que ela. Estranho, não? Já na Irlanda, a
lenda das sereias faz muito mais sentido, pois ao invés de só matar os
marinheiros por puro prazer, elas os enfeitiçam com seu canto, atraindo-os dessa
forma, para então devorá-los, assim como a Iara, lenda brasileira.
Mas é claro,
também tinham aqueles que acreditavam que as sereias eram belas e que até
ajudavam os marinheiros.
A HISTÓRIA DA PEQUENA SEREIA
Mais tarde, as
sereias se tornam um tipo de literatura que apareceu em 1811 com a novela Undine,
de Friedrich de la Motte Fouquet (1777-1843). Foi um sucesso internacional. Uma
ninfa da água, Undine,
apaixonada por um humano, submete-se a terríveis condições de existência para
ficar perto de seu amado. O enredo termina em tragédia: os dois mundos não se
misturam. A história foi adaptada para a ópera e para o balé, inspirou músicas,
pinturas e inspirou o escritor alemão Hans Christian Andersen que, em 1837,
publicou sua própria variação do tema em “A
pequena sereia”. A heroína precisa obter uma alma imortal através do
sofrimento. Com ajuda de uma feiticeira do mar, ela consegue aparência humana. Tem
pernas no lugar da causa de peixe, mas a cada passo que dá, sofre a dor
lancinante de quem pisa sobre facas afiadas. Também perde seu canto, sua voz.
Na terra firme, é muda. Apesar de todo sacrifício, o príncipe que ela ama
casa-se com outra moça, porque é humana e porque tem uma alma. A sereia poderia
romper o feitiço e voltar ao seu mundo oceânico, mas somente se matasse seu
amado. Ela tem a oportunidade, só que prefere morrer lançando-se ao mar.
Transforma-se em um espírito do ar que poderá, eventualmente, renascer como
alma humana e chegar ao Paraíso.
PRIMEIRA SEREIA DO CINEMA
A
atriz Glynis Johns, sereia pioneira nas telonas, estrela de Miranda, filme inglês de 1948. A sereia
protagonista é maligna e disfarça sua natureza híbrida locomovendo-se em uma
cadeira de rodas.
IARA,
A SEREIA DE ÁGUA DOCE
Aqui no Brasil temos uma história bastante conhecida, de uma
sereia chamada Iara (Folclore), sendo que ela é de água doce. Conta a lenda que
Iara era uma índia guerreira muito reconhecida em sua aldeia pelos seus feitos,
sendo sempre motivo de orgulho para seu pai (o pajé), sendo que seus irmãos
ficaram com inveja e planejavam matar Iara, só que ela acabou descobrindo isso
e para não morrer, ela matou seus irmãos e fugiu. Quando o pajé ficou sabendo
do que Iara havia feito, mandou fazerem uma busca. Assim que a acharam,
jogaram-na ao encontro do Rio Negro e Solimões, mas os peixes ajudaram Iara
transformando-a em uma sereia. Dizem que até hoje ela habita o rio Amazonas e
enfeitiça os homens os quais ela quer como marido. No final fica sem ninguém,
pois os homens morrem afogados. Uma triste história, mas também tem uma versão
em que Iara (uma índia muito bonita) é estuprada e assassinada no rio. Os
peixes, revoltados com isso, a transformam em sereia e para se vingar dos
humanos, ela afoga todos os homens (que são atraídos pelo seu canto) no rio.
A PEQUENA SEREIA (1989)
É considerado o primeiro filme da era renascentista da
Disney. A Pequena Sereia é
conhecido por trazer de volta o verdadeiro espírito da animação dos estúdios
Disney, já que os seus últimos filmes animados lançados nos anos 80 não foram
bem nas críticas e bilheterias.
O filme será lançado em Blu-Ray pela edição
diamante em 2013,
segundo divulgou a Disney. Quem sabe também no cinema?
Enfim, nossa queria sereia ganhou um novo rumo! Nem maligno,
nem triste... Ela conseguiu conquistar o príncipe e ser feliz pra sempre!
Quer saber mais sobre as primeiras histórias de sereias,
incluindo lendas medievais e mitológicas?
Postado
por: Ariel.


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